sábado, 11 de outubro de 2014

Sobre as Eleições 2014

Há alguns anos hoje seria uma data na qual estaria escrevendo algum texto de engajamento político, expondo minha opinião sobre a lástima que é nosso Sistema e até mesmo tentando, de alguma forma, expor minha opinião a respeito de toda essa bandalheira que impregnou nossa legislação, e que levará muito tempo (sendo, ainda, otimista) para mudar. Pois, por mais otimista que eu seja, não tenho mais aquela antiga ilusão renovadora, pois até mesmo meu marxismo juvenil deixou de florescer, ele foi abatido com as consistências da realidade e, também, pela minha aceitação dela.
Estaria, hoje, falando sobre a falta de educação das pessoas, sobre o lixo que se acumula em frente aos colégios (inundados pelos “santinhos”) e fazendo analogias sobre a limpeza no voto e a sujeira no espaço. Pois de fato, até dou certa credibilidade para o voto eletrônico, mas como fazer o mesmo por um candidato que não da à mínima se sua foto vai tornar ruas e bueiros um lixo? [...] É triste saber que essa tática ainda é válida já que muitos eleitores farão o mesmo com seus votos (tornando-os lixo) pegando qualquer desses papeis no chão, ali, na hora, e validando-os dessa forma tão inconscientes, nas urnas. Estão, agora, jogando seus votos (e os papeis) na vala.
Hoje, tenho depreendido todas minhas concepções em um processo de adaptação ao meio (ao mercado), onde idealizamos uma necessidade em ganhar dinheiro (e visibilidade) em buscar de um falso prestígio social que ludibria-nos com a ideia de que podemos ter tudo, e pior, com a ideia de que ter tudo é o ideal, e se não tudo, o máximo possível. Isso torna as pessoas mesquinhas, individualistas, da base da sociedade até sua gestão. Talvez ter consciência disso não me faça pensar dessa forma, mas é possível que seja isso que tenha viabilizado minha aceitação dessa realidade.
Na votação, anulei três dos meus cinco votos, mas não com o pensamento de “estar deixando pra lá", é por desilusão mesmo, de não conseguir acreditar na credibilidade de mais nenhum político brasileiro. E quanto aos que ganharam meu voto, são políticos neutros que não fazem nada de bom, mas pelos não fazem nada de ruim (ou em beneficio próprio), simplesmente são vozes não ouvidas, em meio a um mercado em que o       “quilo” da corrupção está em alta. Já aceitei que, atualmente, político bom não é o que melhora nossa situação e, sim, o que não piora.
O Brasil ainda levará muitos anos para se tornar de fato uma democracia, um pais igualitário (se é que isso é possível), onde a politica represente um papel importante na vida das pessoas que aqui vivem. O processo educacional é a chave para essa idealização e que, outra vez, entra em minhas desilusões, pois a responsabilidade de construção educacional fica a cargo do Estado, que por sua vez sabe que a manutenção do seu poder vai à contramão desse processo. Dar educação ao povo é dar poder a ele, e isso quebraria o Sistema.
As vésperas de uma reeleição vermelha só tenho a lamentar, mas o Brasil é isso. Nunca dei credibilidade à ele, mas hoje tenho certeza que o slogan da primeira candidatura do Deputado Francisco Everaldo Oliveira da Silva, vulgo Tiririca estava errado: pior do que está fica sim, com certeza.

Brasil sil sil!

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